Fitzcarraldo

Fitzcarraldo(1982) é um filme cujo enredo se passa em Iquitos. Dirigido por Werner Herzog, o filme retrata a obsessão de Brian Sweeney Fitzgerald em construir uma ópera no coração da floresta amazônica. Fã de Caruso, ele tenta transpor as barreiras naturais de Iquitos, que não pode acessada por vias terrestres, para a construção dessa edificação. O filme põe Iquitos em evidência no cenário internacional e traz, de forma muito interessante, a natureza como uma personagem do enredo, contra a qual Brian luta incansavelmente.

O elenco conta com nomes como Klaus Klinski José Lewgoy, Grande Otelo e Milton Nascimento. Ele foi indicado ao Globo de Ouro e a Palma de Ouro como melhor filme em lingua estrangeira. Werner Herzog recebeu a Palma de Ouro de melhor diretor por este filme.

Abaixo segue um trecho de um lindo texto feito por Daniel Dalpizzolo, sobre o filme:

“Nós somos feitos do tecido de que são feitos os sonhos”.

Começo este artigo sobre Fitzcarraldo citando um dos mais famosos pensamentos do dramaturgo inglês William Shakespeare, autor de inúmeros clássicos da literatura mundial. Mas, afinal, o que teria Shakespeare a ver com Werner Herzog, diretor da obra em questão? Tudo e nada, ao mesmo tempo. O excêntrico cineasta alemão jamais utiliza qualquer pensamento shakespeariano ao longo desta grandiosa e megalômana produção (aliás, a sentença acima é referenciada na obra-prima inigualável O Demônio das Onze Horas, de Jean-Luc Godard, em meio a outras tantas referências artísticas e filosóficas que emolduram um dos maiores feitos da humanidade – e não apenas artisticamente falando), mas, parece que evoca e reflete a supracitada frase do finado pensador a cada segundo deste impressionante, poético e reflexivo épico sobre o combustível que move a existência humana: os sonhos.

Afinal, de nada mais trata Fitzcarraldo se não de sonhos, não importando a origem, a imensurabilidade, a significância, a plausibilidade ou nenhum outro fator externo que possa interferir, tanto para auxiliar quanto para dificultar sua realização. E é de sonhos que se constitui a essência de Brian Sweeney Fitzgerald, ou, como o próprio prefere se chamar, Fitzcarraldo (nome cuja origem se dá na linguagem nativa da região em que é ambientada a obra), protagonista deste filme. Irreverente, endiabrado e com constantes delírios de grandeza, Fitzcarraldo, após desistir da construção de uma linha férrea em meio à floresta, parte para um novo desafio: agora, quer, a todo o custo, construir o maior teatro de ópera que a selva amazônica já vira em todos os tempos, em um lugar completamente isolado do mundo, no meio da mata nativa. Para tanto, não mede esforços nem muito menos dimensões, tentando fazer do impossível seu mais fiel aliado e, ademais, o que é pior, o verdadeiro e único objetivo a ser alcançado.

Download no MyOneThousandMovies
Trailer no Youtube
Página no IMDB
Wikipedia
Post de Daniel Dalpizzolo

Publicado em Amazônia, ayoreos, água, cinema peruano, Iquitos, SOS Ciudades | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Culinária Peruana

Hoje eu estava dando uma olhada na internet sobre Iquitos e comecei a me perguntar o que será que a gente vai comer lá. Continuei pesquisando e vi relatos curiosos de um dos costumes peruanos de comer carne de cuy, animal parecido com o porquinho da índia que é servido inteiro em um espetinho de palito. Bom, de início não me foi muito animadora minha pesquisa, mas continuei investigando. Achei um site legal de culinária lá aprendi que a diversidade de ecossistemas no país é enorme, e claro, isso reflete na sua culinária, assim como aqui no Brasil. O Peru é caracterizado por 3 regiões: costa, serra e selva, onde cada uma delas proporciona experiências gastronômicas diferentes. Na costa é onde se encontra uma enorme gama de peixes e frutos do mar. Nos Andes, a batata, milho, carne de cuy (o porquinho da índia) e a pimenta ají (bem famosa por lá) e na Amazônia, carnes de caça, banana, mandioca e peixes de rio.
Foquei minha pesquisa na região de Iquitos e achei, em outro site muito legal, a receita de um prato comum da Amazônia Peruana chamado Juanes que basicamente é um monte de ingrediente misturado envolto em uma trouxinha feita de folhas de bananeira ou de plátano. Aí vai a receita!

Ingredientes: receita para 10 pessoas
– 10 pedaços de coxa e peito de galinha,
– 2 kg de arroz,
– 500g de manteiga,
– 500g de cebola,
– 10 azeitonas,
– 5 ovos duros,
– 4 gemas,
– 3 colheres de alho moído,
– sal

Frita a cebola. Em uma panela separada cozinha-se os pedaços de galinha. Em outra panela cozinha-se o arroz e mistura com alho moído, sal, manteiga e com as gemas. Quando estiver tudo pronto, põe o arroz em uma folha, em pequenas porções. Acrescenta-se a galinha e a cebola e também pedaços do ovo duro d azeitonas. Se envolve tudo formando uma trouxinha e se amarra fortemente. Por último, se ferve a trouxa em pouca água por meia hora.

Tudo pode ser bem temperado com pimenta, coentro, cominho, orégano, noz moscada….

Pra quem quer saber um pouco mais sobre a história da culinária peruana.
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-culinaria-peruana/culinaria-peruana.php
Pra quem quer conhecer mais receitas.
http://www.saboresdelperu.com/index.htm
Site de um casal de viajantes.
http://forksandjets.com/2009/05/17/gorging-ourselves-on-peru/

Publicado em Amazônia, culinária peruana, Iquitos, Peru, SOS Ciudades | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Vargas Llosa y las Visitadoras

Mario Vargas Llosa, escritor peruano e ganhador do Nobel de Literatura de 2010, deixou a marca da Amazônia Peruana registrada em um dos seus muito comentados livros, Pantaleón y las Visitadoras.
A história se passa na cidade destino de nossa viagem, Iquitos, e conta, através de cartas oficiais entre militares, a história de um capitão do exército peruano, Pantaleón Pantoja que, tendo suas tropas na Amazônia, se viu obrigado a criar um serviço de prostitutas (as visitadoras) para servir aos oficiais. A obra, publicada em 1973 e levada posteriormente ao cinema utiliza uma sátira para enfatizar a hipocrisia das instituições que se dizem exemplares, relacionando-as à profissão mais antiga do mundo. “O eterno debate entre verdade e mentira, entre necessidade e virtude, e as perigosas consequências com que se depara às vezes a observância rigorosa do dever são pontos fundamentais deste livro extraordinário”. Quem já leu garante que o livro promete muitas gargalhadas.

Llosa nos conta: “Intenté al principio contar esta historia en serio. Descubrí que era imposible. Fue una experiencia liberadora, que me reveló las posibilidades del juego y el humor en la literatura.”

Em 1999 foi lançada a versão cinematográfica de Pantaleón y las Visitadoras, à qual muitos se referem como o filme peruano de maior sucesso de todos os tempos, dirigido por Francisco Lombardi, contando em seu elenco com Salvador del Solar e Angie Cepeda. O filme parece muito interessante não só por seu texto bem como por sua locação, a paisagem exuberante de Iquitos e seu entorno.

Fontes:
http://www.lecturalia.com/
http://livrada.wordpress.com/
http://www.cosmopolis.ch/

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Logo da Delegação UFRGS

Link para o logo em pdf.

Publicado em SOS Ciudades | Deixe um comentário

Água, lendas e potencialidades

Pra inaugurar o nosso blog, vamos postar dois vídeos que se relacionam com a temática do SOS Ciudades 2011, a ser realizado na Amazônia Peruana, na cidade de Iquitos.

O primeiro é o Abuela Grillo, um curta boliviano inspirado em uma lenda do povo ayoreo, indígenas habitantes da região do Chaco, que é próxima ao Pantanal.

A lenda conta a história da avó do povo ayoreo, que no princípio era um grilo chamado Direjná. Dona da água, onde quer que estivesse, também estaria a chuva. Seus netos pediram que ela se fosse, e foi o que ela fez: foi aí que os dias de calor e seca começaram. A Avó Grilo decidiu viver num “segundo céu” e desde então envia a chuva cada vez que alguém conta a sua história.

O curta faz alusão ao mito e aponta também a questão da importância da água e o fato de esta não ser um produto, e sim um direito de todos. Tem muito a ver com a filosofia do evento SOS Ciudades e também com o fato de este sempre discutir cidades que se relacionem fortemente com a água, como é o caso de Iquitos.

O segundo vídeo é o trailer de um filme integralmente produzido e realizado em Iquitos, do cineasta Dorian Fernández.

A trama se passa no edifício mais alto da cidade, e narra a história de três personagens que se relacionam com este edifício, atualmente abandonado.

Para Fernández, apesar das dificuldades de filmar em Iquitos, que não tem uma indústria cinematográfica muito desenvolvida, há também muitas potencialidades, uma “locação natural cheia de maravilhas e peculiaridades”. O cineasta refere-se a Iquitos como “uma cidade única e alternativa, com características próprias”, e ainda afirma que a Amazônia, como temática, é muito importante, já que é muito falada, porém há poucas pessoas que realmente conheçam o mundo amazônico na sua real dimensão.

Fontes

http://abuegrillo.blogspot.com/

http://www.amazonia.bo/amazonia_bo.php?id_contenido=304&opcion=detalle_des

http://omaidi.fr/ensenar/spip.php?article970&lang=fr

http://lamula.pe/2010/02/12/dorian-fernandez-y-el-ultimo-piso/5300

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário