SOS 2011

No presente ano, seguindo a temática de abordar cidades que tenham forte relação com a água, o evento será sediado na cidade de Iquitos, na Amazônia Peruana. Iquitos, capital da Região Loreto, ao norte do Peru, é a maior cidade do mundo à qual não se pode chegar por meios terrestres. A cidade tem o Ripo Napo como orla, que é um braço do Rio Amazonas.

Iquitos era um povoado indígena, até que, em 1864, iniciou-se seu processo de urbanização, já que o então presidente do Peru Ramón Castilla a promoveu à capital de sua região, atraindo os olhares para a cidade.  Durante o século XIX houve significativo desenvolvimento comercial devido às relações com o Brasil, e em 1980 iniciaram-se as atividades de beneficiamento do produto que mais desenvolveria economicamente a região: a borracha.

Índios da Tribo Iquitos

Praça Central de Iquitos

A exportação da borracha acelerou a urbanização da cidade. Os famosos “Coronéis da Borracha”, tão famosos no Brasil na região do Acre e Amazonas, estavam também em Iquitos. Traziam da Europa pedras e mosaicos para adornar suas mansões. Os edifícios mais significativos dessa época são o ex Hotel Palace, com inspiração mourisca, e a Casa de Ferro, edificação pré-fabricada projetada por Gustave Eiffel, que chegou à cidade em cargueiros europeus.

Ex Hotel Palace

Casa de Ferro

Em 1938 Iquitos começa a extração petroleira, e nessa época a cidade possuia melhor comunicação com a Europa, através do Rio Amazonas, que com Lima, capital de seu país.

Hoje, uma das principais fontes de renda da cidade é a pesca. Os habitantes em sua maioria vivem em casas-balsa ou palafitas, edificações de dois pavimentos sobre pilotis, rústicas e feitas de madeira. Na época de cheias, amarram uma palafita na outra e utilizam apenas o pavimento superior, deslocando-se apenas por meio fluvial através de barcos e canoas. O Rio é seu meio de comunicação mais importante. Quando o nível do rio baixa, porém, são utilizados ambos os pavimentos da casa e cultiva-se o terreno ao redor para subsistência.

Palafitas na época de cheia

Atualmente, a população da cidade é composta tanto por tribos indígenas selvagens quanto por seus descendentes não praticantes do modo de vida das aldeias. No imaginário da cidade pairam muitos mitos e lendas esotéricas; a medicina folclórica e o curandeirismo são práticas muito difundidas, graças à grande diversidade da flora e consequente variedade de plantas medicinais. Muitos desses produtos são vendidos no Mercado, um dos pontos mais visitados não só por turistas mas também por nativos.

Mercado de Iquitos

Artigos medicinais à venda no Mercado

Tipos de pimenta à venda no Mercado

O que se percebe muito claramente quando pesquisamos um pouco sobre Iquitos é sua riqueza cultural, desde a sabedoria empírica da construção em palafitas até o luxo de edificações inspiradas na arquitetura européia e que, mesmo importadas, casam tão bem com a realidade local, já que isso só foi possível devido à exportação de uma matéria-prima, na época, exclusiva da Região Amazônica.

Percebendo as potencialidades da região, que é muito comentada mas pouquíssimas vezes realmente conhecida em suas particularidades, tomamos por certo que o evento SOS Ciudades 2011 será muito desafiador, e também um aprendizado ímpar para a formação dos Arquitetos Urbanistas que seremos e dos cidadãos latinoamericanos que somos.

Fonte:

http://www.iquitos-peru.com

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